espreitar teus recantos para produzir uma expressão de desconforto. Entender exercícios de resistência, mas deixá-los ao abandono. Porque saber de outro é nunca saber, mesmo quando muita coisa já aconteceu. uma conjunção de potencias a discutir forças. forças singularizadas, àquelas de entortar raízes. sem paragrafar para grafar um momento que: gostaria fosse uma multidão de sentidos. Nem sonho agora me acomete e tão ficsionada nessa realidade de afetividade. Uma não questão de agüentar nem dormir: susurros de rabiscos. ouvindo, ouvindo, ouvindo... quando da crise intelectual, mais ouvindo na música um alento de fraternidade.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Alex, alex, ALEX:
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quarta-feira, 24 de março de 2010
continua...
Uma vida de sustos. Arrebentar o corpo, sim, é para isso que insistimos. E descobrimos mil coisas diferentes para festejar e rasgamos os nervos de vontade e sabemos que tudo acaba para um interesse exíguo. Tudo, agora, acaba sem tremas. Eu, tremia com tremas. Novamente tremer de amor e por hoje, como, recadinho de geladeira, deixar para amanhã. Eu te amo! Eu te amo, com todas as pontuações da língua portuguesa. Tu ainda me fodes, por estar tão idiota e me dever as emoções da tua sanidade e da tua loucura. Piada.
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digitado letra por letra.,
sofrimento
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Suportar ou não, eis a questão:
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| Alexander Pivato |
Não suporto sapatos apertados; ressaca; caras feias. Não suporto a barulheira e a sujeira das reformas em edificações; o lixo das ruas e das cabeças; o calor de quarenta graus em Porto Alegre. Não suporto parar de fumar, mas estou me torturando; deixar de beber no meio da festa, porém me obrigo para não esquecer de mim; marcar encontro no Odeon e tomar o chop sozinha, não pelo chop, mas pela expectativa de conversar com alguém. Não suporto comida sem tempero, fria, mal feita porque não posso com pessoas que fazem as coisas sem imprir sentido (que seja qualquer sentido - para marcar uma potencialidade de discussão); cerveja quente no Brasil; vinho azedo e gente apoiada no balcão com ar de superioridade. Não suporto conversas sobre negócios, pois nesses momentos todos parecem estar muito bem financeiramente, todos parecem saber perfeitamente a fórmula do sucesso, todos parecem tranquilos com os cafezinhos ou com a rodada de bebidas e todos efetivamente ignoram a conta no final. Não suporto notícias sobre a situação nacional porque o nacional é tão Brasília; representantes estudantis com palavras de ordem copiadas e coladas de cinqüenta, sessenta anos atrás (o problema não está nas palavras do passado, mas na atitude de cópia); políticos oportunistas que aprendem a piscar os olhos na hora certa, abraçar, acenar, apertar as mãos e sair sem responder as questões. Não suporto ser atravessada por perspectivas mesquinhas: eu uso tal, tu usas tal, ele/ela usam tal, nós usamos tal e se usares outra coisa: olhares de desprezo, risinhos cínicos. Às vezes eu não suporto gente! E não me suporto por insistir em desvendar vida e por falhar, falhar em cada palavra.
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prelúdio da revolta.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Perdi a âncora desde que aprendi a andar e gargalho!
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| Alexander Pivato |
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para Ian.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Espaços, cores e outros amores.
| Alexander Pivato |
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Notas
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| Alexander Pivato |
Quem riu? Quá, quá, quá, quá, quá: Fui eu que ganhei a graça... Para me perder na selva, que delícia... Aquele sabe fazer de uma árvore um esconderijo. Porque porcos, mas podemos ser sujinhos assim... e experimentarmos as coisas com contentamento. Tu não podes ou tu podes. Fazer coisas que são tuas. Fazer que tipo de coisas? Fazer como? Mais uma vez às voltas com aventuras ficcionais. Até quando não for mais. Descarregar a tinta da minha caneta para fazer diferente (parece sempre a mesma coisa dita de outra forma, mudou?).
P.S: tudo porque as pessoas foram dizendo e eu anotei. Contudo, a responsabilidade é minha.
Estávamos: Juli, Paula e Sara.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Para Juli:
"Tanto em pintura como em música e literatura, tantas vezes o que chamam de abstrato me parece apenas o figurativo de uma realidade mais delicada e mais difícil, menos visível a olho nu."
Clarice Linspector
Clarice Linspector
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| Alexander Pivato |
:aprender as maneiras figuradas de expressão. dar risada porque parece que escrevo de maneira figurada, mas é tudo quase objetivo. Tão objetivo que estou com dificuldades em diferenciar sonhos da realidade. Uma relação através do sonho com os inimigos, assim como os ameríndios da amazônia. Que movimento fazemos com essas criaturas que compõem nosso corpo, também o repertório epistemológico, se podemos dizer assim. Só as criaturas deles são diferentes das minhas, mas todas são humanas e nós? Como estamos? Eles não tem muitas dúvidas, ou em constante dúvida sabem como compor com os corpos inimigos, eles sabem lutar com "os inimigos fiéis": canibalizam e são canibalizados. Eu ainda estou na fase de entender e conhecer quem são esses inimigos. Por enquanto ainda exercito um pensamento racionalista: isso aconteceu ou foi sonho? E a resposta é quase impronunciável. Me assustei outro dia quando senti uma dor intensa no peito - pontadas atrozes - e não consegui identificar se era sonho ou foi de olho aberto. De qualquer maneira foi real, pensei. E fiquei mais confusa, só que dessa vez a situação foi inversa: tive problemas no corpo acordada e... no outro dia eu pensei que tinha sido sonho porque não havia nem resquício da dor. Embaralhada com os sentidos e aprendendo tanta coisa estranha! Desaprendendo tantas outras fáceis maneiras de organizar o real. Será que se fica louca quando se começa a compor com os sonhos? Mas se for essa loucura de conhecimento eu deixo porque fico contente. Além do mais as coisas estão relativamente fora de controle. Conter? Se eu não fizer eu explodo, explodo mesmo! Como mediar corpo aberto, corpo fechado. Tenho muito para encontrar com os coletivos indígenas. Eles sabem muito mais do que eu do que estou falando. Será que estou falando alguma língua reconhecível por qualquer ser? Escrever em locais públicos tem essa particularidade de se encontrar com supostos leitores. Quais leitores? Penso agora nas pessoas que conheço... a Juli vai entender do que estou falando... acho. Tãobem acho que a Clarice Linspector pensou bom!
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