Em volta, a mudança na disposição das coisas transformaram o nosso diálogo. Os livros falam entre si de outra maneira porque estão dispostos em prateleiras outras. São amigos? Inimigos? Concordantes? Contraditórios? Sobrepõem-se e somam-se e anulam-se? Essas pessoas todas mancomunadas na calada da noite, cochichando sabe-se lá o quê! Das revoluções, transcendências, imanências, decadências, heroísmos e atavismos e tanta coisa mais que tenho que trabalhar para comunicar-vos os ruídos dessas corujas na minha cabeça. Essa é uma notinha de lembrança, será que ela deveria ficar aqui? Por enquanto, vai sim.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
amigos silenciosos
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brevíssima nota.,
sobre pessoas e livros
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Alex, alex, ALEX:
espreitar teus recantos para produzir uma expressão de desconforto. Entender exercícios de resistência, mas deixá-los ao abandono. Porque saber de outro é nunca saber, mesmo quando muita coisa já aconteceu. uma conjunção de potencias a discutir forças. forças singularizadas, àquelas de entortar raízes. sem paragrafar para grafar um momento que: gostaria fosse uma multidão de sentidos. Nem sonho agora me acomete e tão ficsionada nessa realidade de afetividade. Uma não questão de agüentar nem dormir: susurros de rabiscos. ouvindo, ouvindo, ouvindo... quando da crise intelectual, mais ouvindo na música um alento de fraternidade.
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quarta-feira, 24 de março de 2010
continua...
Uma vida de sustos. Arrebentar o corpo, sim, é para isso que insistimos. E descobrimos mil coisas diferentes para festejar e rasgamos os nervos de vontade e sabemos que tudo acaba para um interesse exíguo. Tudo, agora, acaba sem tremas. Eu, tremia com tremas. Novamente tremer de amor e por hoje, como, recadinho de geladeira, deixar para amanhã. Eu te amo! Eu te amo, com todas as pontuações da língua portuguesa. Tu ainda me fodes, por estar tão idiota e me dever as emoções da tua sanidade e da tua loucura. Piada.
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digitado letra por letra.,
sofrimento
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Suportar ou não, eis a questão:
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| Alexander Pivato |
Não suporto sapatos apertados; ressaca; caras feias. Não suporto a barulheira e a sujeira das reformas em edificações; o lixo das ruas e das cabeças; o calor de quarenta graus em Porto Alegre. Não suporto parar de fumar, mas estou me torturando; deixar de beber no meio da festa, porém me obrigo para não esquecer de mim; marcar encontro no Odeon e tomar o chop sozinha, não pelo chop, mas pela expectativa de conversar com alguém. Não suporto comida sem tempero, fria, mal feita porque não posso com pessoas que fazem as coisas sem imprir sentido (que seja qualquer sentido - para marcar uma potencialidade de discussão); cerveja quente no Brasil; vinho azedo e gente apoiada no balcão com ar de superioridade. Não suporto conversas sobre negócios, pois nesses momentos todos parecem estar muito bem financeiramente, todos parecem saber perfeitamente a fórmula do sucesso, todos parecem tranquilos com os cafezinhos ou com a rodada de bebidas e todos efetivamente ignoram a conta no final. Não suporto notícias sobre a situação nacional porque o nacional é tão Brasília; representantes estudantis com palavras de ordem copiadas e coladas de cinqüenta, sessenta anos atrás (o problema não está nas palavras do passado, mas na atitude de cópia); políticos oportunistas que aprendem a piscar os olhos na hora certa, abraçar, acenar, apertar as mãos e sair sem responder as questões. Não suporto ser atravessada por perspectivas mesquinhas: eu uso tal, tu usas tal, ele/ela usam tal, nós usamos tal e se usares outra coisa: olhares de desprezo, risinhos cínicos. Às vezes eu não suporto gente! E não me suporto por insistir em desvendar vida e por falhar, falhar em cada palavra.
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06:28
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prelúdio da revolta.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Perdi a âncora desde que aprendi a andar e gargalho!
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| Alexander Pivato |
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para Ian.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Espaços, cores e outros amores.
| Alexander Pivato |
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Notas
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| Alexander Pivato |
Quem riu? Quá, quá, quá, quá, quá: Fui eu que ganhei a graça... Para me perder na selva, que delícia... Aquele sabe fazer de uma árvore um esconderijo. Porque porcos, mas podemos ser sujinhos assim... e experimentarmos as coisas com contentamento. Tu não podes ou tu podes. Fazer coisas que são tuas. Fazer que tipo de coisas? Fazer como? Mais uma vez às voltas com aventuras ficcionais. Até quando não for mais. Descarregar a tinta da minha caneta para fazer diferente (parece sempre a mesma coisa dita de outra forma, mudou?).
P.S: tudo porque as pessoas foram dizendo e eu anotei. Contudo, a responsabilidade é minha.
Estávamos: Juli, Paula e Sara.
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